13 de abril de 2011

Competitividade é a saída para importações agressivas, avalia Abrace

Alto custo da energia tornou-se um fator inibidor de investimentos e de desenvolvimento do setor industrial brasileiro

Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia, de Brasília


A busca pela competitividade pode ser a solução para que o setor produtivo consiga defender-se das importações agressivas. A proposta foi levantada pelo vice-presidente do conselho diretor da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, Eduardo Spalding.


Na visão do executivo, o alto custo da energia tornou-se um fator inibidor de investimentos e de desenvolvimento do setor industrial brasileiro. Segundo ele, a retomada da competitividade na economia passa por uma menor carga tributária e pela renovação de concessões do setor elétrico, que podem representar redução nas tarifas e encargos. "A única defesa contra importações agressivas é o desenvolvimento da nossa própria competitividade (...) A restauração da competitividade é algo menos complexo que a intervenção no câmbio e nos juros", analisou Spalding, que participou do II Encontro de Negócios entre Agentes do Mercado de Livre Contratação de Energia (Enerlivre).


O executivo destacou que tanto o segmento industrial quanto diversos setores enfrentam nos últimos anos uma "escalada vertiginosa das tarifas", que elevaram o custo da energia. A Abrace estima um aumento médio de 20% nas tarifas até 2020, podendo chegar a 30% no setor industrial. "Se nada for feito, esse problema agravará nossa situação", observou. Atualmente, segundo o executivo, os encargos setoriais pesam 30% sobre as tarifas do segmento industrial. Spalding lembrou que boa parte dos atuais encargos foram criados a partir de 1996.


"Na medida em que os encargios aumentam, estão contribuindo para a queda de renda, empregos e produção das empresas". Spalding citou as prorrogações da Reserva Global de Reversão e dos prazos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia como sinais de iniciativas que estão desalinhadas com o aumento da competitividade. Além disso, ele ressaltou que a renovação de concessões deve impactar positivamente nas tarifas, visto que os consumidores já teriam pago nos últimos anos pelos atuais ativos de geração e transmissão

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