22 de março de 2011

Jirau: início da operação deve atrasar meses

Área onde houve rebelião abrigará turbinas que seriam acionadas em um ano

O início das operações da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), previsto para daqui a um ano, poderá atrasar meses depois do quebra-quebra da semana passada, que paralisou suas obras. A avaliação é de Victor Paranhos, presidente do consórcio que administra a usina, o Energia Sustentável do Brasil. Segundo ele, a manutenção ou não do cronograma vai depender do número de trabalhadores que a empresa conseguir recontratar a curto prazo e das condições de segurança que o governo garantir ao projeto.
O atraso na entrada em operação de Jirau, no entanto, não deve provocar aumento nos preços da energia negociada no mercado livre. Raimundo Batista, diretor da comercializadora Enecel Energia, explicou que o mercado está bem atendido para 2012 e lembrou que a energia de Jirau era uma antecipação.

- Era a oferta de uma energia antecipada. O mercado está robusto, então, a não ser que ocorra um atraso significativo, os preços não serão afetados - afirmou.

Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, que reúne os grandes consumidores de energia, também não espera alta de preços. Ele lembrou que, em 2010, o consórcio responsável por Jirau ofertou energia no mercado livre a R$ 136 o megawatt-hora (MWh), e ninguém comprou:

- O mercado está abastecido para o curto prazo. Eles (Jirau) tentaram vender a energia a um preço elevado. A indústria não aceitou, porque perderia ainda mais competitividade.
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