18 de março de 2011

Em busca de um Brasil mais competitivo

O Brasil é dono de um invejável parque gerador de energia. Mais de 85% da eletricidade produzida no País é proveniente de fontes renováveis, importante diferencial em termos ambientais. Além disso, a maior parte desse montante é gerada em hidrelétricas, um dos formatos mais baratos para produção de energia em larga escala.

O problema é que a conta de luz do consumidor brasileiro não reflete essa realidade. Pelo contrário, o custo da energia para a nossa indústria está entre os mais altos do mundo. Supera, por exemplo, os preços praticados em países com matrizes elétricas baseada em fontes fósseis.

Nos últimos dez anos, as tarifas industriais médias de energia subiram 100% em termos reais. Hoje a energia da indústria no Brasil é a terceira mais cara do mundo. Na questão do gás a situação não é diferente. O insumo utilizado em nossas fábricas custa o dobro do valor cobrado nos Estados Unidos. Na América do Sul, nosso preço só perde para o praticado no Chile.

Essa constatação tem consequências muito graves para a toda a nossa sociedade. A energia cara pressiona os custos das indústrias brasileiras, tornando-as menos competitivas que suas concorrentes estrangeiras, criando uma verdadeira espiral crítica à nossa sociedade. Nossa produção fica abaixo do que poderia ser, não geramos tantos empregos quanto poderíamos gerar. Nossa renda média também é inferior, bem como nosso ritmo de crescimento econômico

As reportagens e artigos apresentados aqui mostram que essa é uma preocupação de diferentes esferas da nossa sociedade, não apenas dos grandes consumidores de energia.

O Programa energia competitiva (PEC) está disposto a contribuir nesse debate, inclusive com a apresentação de seus estudos sobre o tema. O objetivo é apoiar nosso País em tudo o que for possível para garantir a disponibilidade de energia em condições mais adequadas para que nosso potencial energético realmente favoreça nosso desenvolvimento.

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