31 de março de 2011

Brasil pode crescer 6% ao ano até 2020 se reduzir custo da energia

Estimativa da Abrace mostra que diminuição de encargos e impostos pode elevar expansão média anual em 1,2 ponto percentual


BRASÍLIA - O Brasil pode crescer a uma média de 6,18% ao ano até 2020 se reduzir os encargos e impostos sobre o consumo de energia, de acordo com o estudo coordenado pela Associação Brasileira de Grandes consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). A estimativa da entidade representa um impacto de 1,2 ponto percentual, comparado à expansão anual da economia brasileira de 4,99% projetada com o cenário de continuidade da atual política fiscal do setor.

"Em vez de crescimento do PIB na casa de 5%, passaríamos para 6%, o que significa superar a Índia e ocupar nos próximos anos o segundo lugar entre os Brics, atrás da China", afirmou o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Garcia, que apresentou o estudo em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento da Abrace, desenvolvido no Projeto Energia Competitiva (PEC), descreve que, atualmente, mais da metade do custo da energia no país são impostos e encargos, montante que atingiu o recorde de R$ 17 bilhões em 2010. As atuais tendências, segundo o estudo, apontam para um aumento de até 30% até 2020.



Empresários pedem fim de imposto de energia

Brasília - A pressão de empresários e associações em busca de uma redução nos encargos da conta de energia elétrica vai ganhar força nos próximos dias. Na pauta está a renovação da cobrança da chamada Reserva Geral de Reversão (RGR). O imposto cobrado na conta de energia elétrica do consumidor deveria ter acabado no dia 31 de dezembro do ano passado, mas justamente nesse dia foi incluída na Medida Provisória (MP) 517 uma extensão de seu prazo de validade, prorrogando a cobrança da RGR por mais 25 anos.

A expectativa é de que a MP 517 seja votada nos próximos 15 dias, prazo que a Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace) quer usar para se articular no Congresso e convencer o governo a rever a cobrança do imposto. O assunto vai centralizar boa parte das discussões de um evento que será realizado hoje em Brasília, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Abrace. A proposta das instituições é que o governo reduza a extensão da cobrança até 2015.



Governo descarta risco de apagão elétrico

O Plano Decenal de Energia, que o governo deve lançar em abril, com projeções para o período entre 2011 a 2020, aponta para um País em nova fase, sem riscos de fornecimento de energia elétrica. "Estamos em situação privilegiada: temos segurança na oferta e investidores interessados. Vivemos uma situação muito diferente do passado", disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.
Íntegra da matéria aqui

CNI: Competitividade, a palavra de ordem em Brasília

Brasil ainda é uma economia de alto custo, encargos trabalhistas pesados, juros altíssimos, elevada carga tributária e energia cada vez menos competitiva

Dia 29 de março, foi lançada a Agenda Legislativa da Indústria 2011. O material foi produzido pela Confederação Nacional da Indústria, com a participação das 27 Federações das Indústrias Estaduais e mais 51 Associações setoriais nacionais.

Foram analisados cerca de 400 projetos, sendo que 128 foram selecionados para fazerem parte da Agenda 2011. Desses 128, 21 estão entre os considerados “pauta mínima”, ou seja, essenciais para ampliar a competitividade e modernizar o ambiente de negócios, os que combatem a burocratização, a elevação de custos e dificultam a inserção mais célere do Brasil na economia Global.

O Brasil ainda é uma economia de alto custo, encargos trabalhistas pesados, juros altíssimos, elevada carga tributária e energia cada vez menos competitiva. Mesmo com o País evoluindo e sonhando com taxas de crescimento mais elevadas, é notório que estratégias devam ser repensadas para nos blindar das mais variadas turbulências internacionais que virão, desde crises econômicas a guerras localizadas. Temos que estar sólidos o suficiente para deixar as dificuldades com as economias menos edificadas.

Leia íntegra do artigo aqui

29 de março de 2011

Indústria discute custos da energia

Evento organizado pela CNI e a Abrace reunirá representantes do governo e líderes empresariais em Brasília na próxima quinta-feira, 31 de março


O impacto dos encargos sobre as tarifas de energia elétrica sobre os custos de produção da indústria brasileira e os estudos que compõem o Projeto Energia Competitiva (PEC) integrarão o seminário que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e de Consumidores Livres de Energia Elétrica (Abrace) realizarão na próxima quinta-feira, 31 de março.


O evento, que ocorrerá das 9h às 12h30 na sede da CNI, em Brasília, terá a presença de Paulo Pedrosa, presidente executivo da Abrace, de José de Freitas Mascarenhas, vice presidente da CNI, da secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Heloísa Menezes, e do vice-presidente do Conselho Diretor da Abrace e presidente da comissão de energia da Abal (alumínio), Eduardo Carlos Spalding. Julião Silveira Coelho, diretor da Aneel, Rogério Catarinacho, da Abiclor e o deputado Arnaldo Jardim também confirmaram presença.


De acordo com avaliações feitas pela CNI, os custos dos encargos, taxas e impostos representam 51,6% do valor da conta de energia elétrica, mais do que o dobro dos 23,3% registrados na Itália e cinco vezes a mais que os 9,9% da Espanha. Segundo os estudos do PEC, os custos da energia no Brasil estão entre os mais altos do mundo. A energia elétrica para a indústria é a terceira mais cara e o gás custa no Brasil o dobro do valor cobrado nos Estados Unidos. Esses valores comprometem a competitividade brasileira, especialmente a indústria eletrointensiva, como a de alumínio e a de cloro-soda, em que a energia representa, respectivamente, 40% e 45% em média do total dos custos de produção.


Serviço


Evento: Seminário Energia Elétrica – Fator de Competitividade da Indústria Data: 31 de março de 2011

Horário: de 9h às 12h30

Local: sede da CNI em Brasília – Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen – Brasília - DF

Pela competitividade e eficiência: pelo fim da RGR

A extinção da RGR está alinhada com os compromissos que o governo já assumiu em diversas oportunidades em favor do aumento da eficiência do setor de energia


Os encargos incidentes sobre a conta de luz estão entre os principais responsáveis pelo fato de a energia ser fornecida aos consumidores brasileiros a um dos custos mais elevados do mundo. Dessa forma, embora possam ter importância para garantir melhorias – incluindo aumento de segurança no setor –, esses encargos representam uma grave ameaça às condições de pagamento das contas de energia por parte dos consumidores em geral. Ao pressionarem os custos da energia, hoje ofertada no Brasil a um dos preços mais elevados do mundo, essas cobranças impactam de maneira extremamente negativa a competitividade da indústria nacional.

Diante desse quadro, é muito grave a tentativa de prorrogação da Reserva Global de Reversão (RGR). O encargo, que foi criado há mais de meio século e nunca foi destinado a suas funções originais (cobrir os custos de eventuais reversões de concessões do setor elétrico), deveria ter sido extinto em dezembro último, mas foi renovado por meio de medida provisória – que hoje tramita no Legislativo – no último dia daquele mês.

Além da gravidade da prorrogação propriamente dita – que representa em torno de R$ 2,5 bilhões por ano, considerando os impostos incidentes sobre o encargo – vale destacar a decepção dos consumidores diante de uma certa ironia presente no texto da medida provisória que prorroga o encargo. Ao afirmar que “a quota anual da Reserva Global de Reversão - RGR ficará extinta ao final do exercício de 2035, devendo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) proceder à revisão tarifária de modo que os consumidores sejam beneficiados pela extinção do encargo”, o texto dá a entender que está se fazendo alguma bondade aos consumidores, quando, na verdade, está se postergando por 25 anos um benefício que já deveria ter se materializado para todos.

Vale destacar ainda que está muito claro que os encargos incidentes sobre a conta de energia, apesar de poderem ter representado oportunidades aos agentes em alguns momentos da história do setor elétrico (como fontes mais baratas de financiamento a projetos, por exemplo), hoje são inimigos de todos. Afinal, concorrem por algo que é limitado: os recursos dos consumidores e sua capacidade de expandir seu consumo ou até mesmo pagar suas contas de luz. No caso da indústria, essa conta fica ainda mais dramática, tendo em vista o peso da energia sobre seus custos produtivos – que podem passar de 30% – e a importância do setor produtivo para gerar riquezas ao País. E, como mostramos por meio do Projeto Energia Competitiva (PEC), os efeitos desses custos impactam diretamente as condições macroeconômicas e sociais do País.

Por fim, a extinção da RGR está alinhada com os compromissos que o governo já assumiu em diversas oportunidades em favor do aumento da eficiência do setor de energia. Evidentemente que são naturais suas preocupações num momento de necessidade de equilíbrio fiscal, inclusive porque parcela muito expressiva do que é arrecadado hoje por meio da RGR é contingenciada. Mas, se o governo tem explicitado preocupações com esse equilíbrio, da mesma forma tem se comprometido com as teses da energia competitiva. Por isso, estamos confiantes de que vai prevalecer a solução de resgate da competitividade da energia, por meio da desoneração dos custos que claramente destroem valor para a sociedade. Estamos diante de uma oportunidade impar para que se adote a solução mais adequada para todos. Pela competitividade e eficiência, pelo fim da RGR.

Artigo publicado originalmente no Canal energia, dia 28 de março de 2011.


Paulo Pedrosa é presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais

28 de março de 2011

PIB de MG cresceria R$ 253 bi com energia mais barata

Uma eventual redução do custo da energia seria capaz de aumentar o Produto Interno (PIB) de Minas Gerais em R$ 253 bilhões até 2020. A conclusão é do estudo Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico - Cenários até 2020, desenvolvido pelas consultorias FGV Projetos e Andrade & Canellas para o Projeto Energia Competitiva (PEC), que reúnem sete entidades representativas de setores que consomem um terço da energia do país.


Leia a íntegra da matéria de Ana Paula Pedrosa do jornal O Tempo, de Minas Gerais.

Brasil gera R$ 1,22 trilhão a mais no PIB até 2020 se revisar tributação em energia

Um levantamento aponta que o País pode gerar R$ 1,22 trilhão a mais no PIB até 2020, caso altere as condições de fornecimento de energia elétrica à indústria.

Para tanto, o País precisaria rever encargos e regras de comercialização de forma a baratear a energia pra indústria e consumidor final.

Em um cenário de continuidade, no entanto, o crescimento estimado do PIB nacional é de 4,99% ao ano com um PIB projetado para 2020 de R$ 5,37 trilhões.

De acordo com o estudo, o Brasil poderia crescer 6,18%. O índice é próximo às estimativas de crescimento da economia chinesa, que estão em 6,94% ao ano.

As conclusões aparecem em levantamento feito pelas consultorias FGV Projetos, Andrade & Canellas, sob encomenda do Projeto Energia Competitiva (PEC), que reúne sete entidades da indústria.


25 de março de 2011

Indústria discute custos da energia

Evento organizado pela CNI e a Abrace reunirá representantes do governo e líderes empresariais em Brasília na próxima quinta-feira, 31 de março

O impacto dos encargos sobre as tarifas de energia elétrica sobre os custos de produção da indústria brasileira e os estudos que compõem o Projeto Energia Competitiva (PEC) integrarão o seminário que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e de Consumidores Livres de Energia Elétrica (Abrace) realizarão na próxima quinta-feira, 31 de março.

O evento, que ocorrerá das 9h às 12h30 na sede da CNI, em Brasília, terá a presença de Paulo Pedrosa, presidente executivo da Abrace, da secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Heloísa Menezes, e do vice-presidente do Conselho Diretor da Abrace, Eduardo Carlos Spalding.

De acordo com avaliações feitas pela CNI, os custos dos encargos, taxas e impostos representam 51,6% do valor da conta de energia elétrica, mais do que o dobro dos 23,3% registrados na Itália e cinco vezes a mais que os 9,9% da Espanha. Segundo os estudos do PEC, os custos da energia no Brasil estão entre os mais altos do mundo. A energia elétrica para a indústria é a terceira mais cara e o gás custa no Brasil o dobro do valor cobrado nos Estados Unidos. Esses valores comprometem a competitividade brasileira, especialmente a indústria eletrointensiva, como a de alumínio e a de cloro-soda, em que a energia representa, respectivamente, 40% e 45% em média do total dos custos de produção.

Serviço

Evento: Seminário Energia Elétrica – Fator de Competitividade da Indústria Data: 31 de março de 2011 Horário: de 9h às 12h30 Local: sede da CNI em Brasília – Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen – Brasília - DF

Petrobrás vai estimular consumo de gás natural

A partir deste ano, País começa a ter oferta excedente de 20 milhões de m³ diários do combustível, e estatal já estuda redução
do volume importado da Bolívia

Distante de cenários como o de quatro anos atrás, quando chegou a criar estratégias para inibir o consumo de gás natural, nos próximos meses a Petrobrás deverá criar novos mercados para a oferta excedente de 20 milhões de metros cúbicos (m³) diários, que começam a ser produzidos este ano. Entre as medidas em estudos para equilibrar oferta e demanda, está a redução do volume importado da Bolívia.
Leia a íntegra

A árvore da vida

O essencial é aceitar que o mundo não pode abrir mão de uma fonte de energia tão eficaz e abundante quanto a nuclear. Toda a exposição de Schwarzenegger girou em torno da necessidade de conciliar formas de geração de energia limpa com a criação de empregos e o desenvolvimento. Esse é o ponto. À medida que essa discussão evoluir e transformar em princípio universalmente aceito a ideia de que a energia limpa é ume stímulo, e não uma âncora para a economia, a humanidade inteira sairá ganhando.

Leia a íntegra do artigo do jornalista Ricardo Galuppo.

22 de março de 2011

Abiclor adere do Projeto Energia Competitiva

Associação torna-se o sétimo parceiro do programa liderado pela ABRACE

A Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) passa a integrar, a partir de hoje, o grupo de entidades parceiras do Projeto Energia Competitiva (PEC). Criado em 2006, o projeto tem por objetivo elaborar e divulgar estudos, propostas e análises conjunturais voltadas ao aperfeiçoamento do setor de energia. O PEC mostra ainda os impactos desses aperfeiçoamentos na sociedade.

Em sua terceira edição, o projeto é coordenado pela Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) e inclui também a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automática de Vidro), Abrafe (Associação Brasileira de Produtores de Ferroligas e de Silício Metálico), IABr (Instituto Aço Brasil) e agora pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor).

Para o presidente da Abiclor, Aníbal do Vale, a adesão ao PEC tem por objetivo fortalecer a comunicação do setor com a sociedade para expor a importância da redução dos custos energéticos do setor cloro-álcalis. “A energia responde hoje por 45% de nossos custos, o que ameaça a nossa competitividade. Para reverter esse quadro, precisamos continuar investindo”.

Em sua atual edição, o PEC consolidou seus estudos no documento “Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico - Cenários até 2020”. Segundo o documento, estima-se que as mudanças propostas permitiriam, em 2020, um crescimento econômico com avanço médio real de 6,18% ao ano, ante uma taxa média, sem mudanças, de 4,99%. Além disso, haveria uma arrecadação adicional de impostos e contribuições de mais de R$ 200 bilhões, valor muito superior a eventuais perdas de receita devidas à implantação das medidas sugeridas pelo PEC.

Baseados em estudos das consultorias FGV Projetos e Andrade & Canellas, além de contribuições da área acadêmica, o PEC compara um cenário de aperfeiçoamento das regras com o cenário de continuidade, que tende a desestruturar as cadeias produtivas.

Aperfeiçoamentos no setor elétrico

O custo da energia elétrica aumentou, em média, 100% nos últimos dez anos em termos reais para a indústria. Para reverter essa trajetória, o estudo recomenda a alocação da energia existente das usinas cujas concessões vencem nos próximos anos a todos os consumidores do país, cativos ou livres, a preços competitivos.

Com relação aos encargos setoriais, além da extinção da Reserva Global de Reversão (RGR), conforme estava previsto, recomenda-se a extinção da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fazendo com que as finalidades às quais tais recursos se destinam sejam cobertas pelo Tesouro Nacional. Outra melhoria necessária é a redução da taxa arrecadada em favor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o montante que é efetivamente usado pelo órgão. As propostas incluem ainda a redução das perdas do sistema elétrico, eliminação de distorções nas tarifas das distribuidoras e a contratação da energia elétrica a preços competitivos. Também são propostos aperfeiçoamentos nas condições de fornecimento do gás natural.

Jirau: início da operação deve atrasar meses

Área onde houve rebelião abrigará turbinas que seriam acionadas em um ano

O início das operações da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), previsto para daqui a um ano, poderá atrasar meses depois do quebra-quebra da semana passada, que paralisou suas obras. A avaliação é de Victor Paranhos, presidente do consórcio que administra a usina, o Energia Sustentável do Brasil. Segundo ele, a manutenção ou não do cronograma vai depender do número de trabalhadores que a empresa conseguir recontratar a curto prazo e das condições de segurança que o governo garantir ao projeto.
O atraso na entrada em operação de Jirau, no entanto, não deve provocar aumento nos preços da energia negociada no mercado livre. Raimundo Batista, diretor da comercializadora Enecel Energia, explicou que o mercado está bem atendido para 2012 e lembrou que a energia de Jirau era uma antecipação.

- Era a oferta de uma energia antecipada. O mercado está robusto, então, a não ser que ocorra um atraso significativo, os preços não serão afetados - afirmou.

Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, que reúne os grandes consumidores de energia, também não espera alta de preços. Ele lembrou que, em 2010, o consórcio responsável por Jirau ofertou energia no mercado livre a R$ 136 o megawatt-hora (MWh), e ninguém comprou:

- O mercado está abastecido para o curto prazo. Eles (Jirau) tentaram vender a energia a um preço elevado. A indústria não aceitou, porque perderia ainda mais competitividade.
Leia a íntegra aqui

18 de março de 2011

Em busca de um Brasil mais competitivo

O Brasil é dono de um invejável parque gerador de energia. Mais de 85% da eletricidade produzida no País é proveniente de fontes renováveis, importante diferencial em termos ambientais. Além disso, a maior parte desse montante é gerada em hidrelétricas, um dos formatos mais baratos para produção de energia em larga escala.

O problema é que a conta de luz do consumidor brasileiro não reflete essa realidade. Pelo contrário, o custo da energia para a nossa indústria está entre os mais altos do mundo. Supera, por exemplo, os preços praticados em países com matrizes elétricas baseada em fontes fósseis.

Nos últimos dez anos, as tarifas industriais médias de energia subiram 100% em termos reais. Hoje a energia da indústria no Brasil é a terceira mais cara do mundo. Na questão do gás a situação não é diferente. O insumo utilizado em nossas fábricas custa o dobro do valor cobrado nos Estados Unidos. Na América do Sul, nosso preço só perde para o praticado no Chile.

Essa constatação tem consequências muito graves para a toda a nossa sociedade. A energia cara pressiona os custos das indústrias brasileiras, tornando-as menos competitivas que suas concorrentes estrangeiras, criando uma verdadeira espiral crítica à nossa sociedade. Nossa produção fica abaixo do que poderia ser, não geramos tantos empregos quanto poderíamos gerar. Nossa renda média também é inferior, bem como nosso ritmo de crescimento econômico

As reportagens e artigos apresentados aqui mostram que essa é uma preocupação de diferentes esferas da nossa sociedade, não apenas dos grandes consumidores de energia.

O Programa energia competitiva (PEC) está disposto a contribuir nesse debate, inclusive com a apresentação de seus estudos sobre o tema. O objetivo é apoiar nosso País em tudo o que for possível para garantir a disponibilidade de energia em condições mais adequadas para que nosso potencial energético realmente favoreça nosso desenvolvimento.

17 de março de 2011

Crise nuclear do Japão irá elevar preços mundiais da energia

A crise energética instalada no Japão após o terremoto e o tsunami ocorridos na semana passada deve levar ao encarecimento do custo da energia em escala mundial. A alta de preços irá incentivar os investimentos em fontes alternativas, mas os economistas descartam uma substituição da matriz energética. Esse aumento de custos trará impactos econômicos globais, mas a mais afetada deve ser a Europa. Leia mais.

16 de março de 2011

Danos às usinas nucleares do Japão elevam preços do gás natural liquefeito

Os danos às usinas nucleares do Japão estão elevando os preços do gás natural liquefeito. Desde o terremoto de sexta-feira, a cotação em Londres já subiu 12%. Só ontem, a alta foi de 7,7%. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o Japão deve aumentar suas importações de GNL para compensar o fechamento de usinas nucleares. O país já é o maior importador de GNL do mundo. Rússia, Qatar e Argélia, alguns dos principais exportadores do combustível, devem ser beneficiados pela esperada alta da demanda japonesa, que poderá durar pelos próximos anos. (Valor Econômico)

O Brasil historicamente paga pelo gás natural um dos maiores preços. Na América o o produto colocado à disposição da indústria local só perde para o Chile. Em comparação aos Estados Unidos, o gás brasileiro custa o dobro.

Japão 2 – Efeito colateral

O consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), prevê que haverá impacto também sobre o preço do gás natural. Isso porque os japoneses terão que acionar as usinas termelétricas movidas a gás para produzir energia. E porque o próprio mundo tende a se voltar para essa fonte, com a aversão ao risco da energia nuclear. A Alemanha, por exemplo, que pretendia prolongar por mais 14 anos a vida útil de sete usinas nuclea- res, decidiu suspender temporariamente as atividades nas plantas mais antigas do país, construídas antes de 1980:

"A tendência agora é que o gás se valorize no mundo todo porque é uma fonte de energia muito mais limpa que o carvão. É uma mudança de tendência, porque o gás vinha perdendo valor nos últimos dois anos. Para o Brasil, isso significa que iremos importar gás mais caro, já que ainda não somos autosuficientes ". (O Globo)

Japão 1 – Seis razões para temer pelo futuro da energia nuclear. Ou não

1. Não é como Chernobyl. Esse acidente na usina nuclear Fukushima é muito menos catastrófico. Não há nenhuma perspectiva real de uma reação em cadeia descontrolada. O que ocorreu foi o derretimento de combustível em núcleos do reator, provocando a liberação de uma quantidade muito modesta de césio e outros produtos de fissão.

2.Ao mesmo tempo, esse é o pior acidente nuclear desde Chernobyl, e, em alguns aspectos, é pior que o de Three Mile Island, onde se conseguiu evitar uma explosão de hidrogênio. Neste caso, o Japão teve explosões de hidrogênio que destruíram parte dos edifícios de dois reatores.

3. Dada a enorme magnitude do terremoto, é impressionante que todos os reatores tenham conseguido, de início, desligarem-se automaticamente.

4. A razão para o desastre não ter sido pior foi que o sistema japonês tinha muitas precauções. Todos no setor nuclear são treinados para pensar nas precauções desde o primeiro dia. Por outro lado, somente o poder da Mãe Natureza seria provavelmente capaz de causar a escala de danos que se observou em vários reatores.

5. Os impactos psicológicos provavelmente serão mais amplos. Muitas pessoas poderão morrer ou ficar seriamente enfermas em decorrência desse acidente - embora isso, é claro, deva ser colocado no contexto das mais de 10 mil devem ter morrido por ação dos próprios terremoto e tsunami.

6.A percepção pública e de investidores sobre a segurança da energia nuclear em todo o mundo sofreram um golpe duro. Mas o certo é que a matriz energética é a melhor alternativa no combate às mudanças climáticas.

Fonte: O Estado de S. Paulo/Mathew Bunn

15 de março de 2011

Dilma quer renovar concessões de energia

O governo Dilma Rousseff está disposto a renovar automaticamente contratos de concessão de empresas de energia, mas quer garantias de que haverá redução de tarifa ao consumidor. Os contratos vencem a partir de 2015. Técnicos da pasta de Minas e Energia trabalham para garantir os meios e as regras jurídicas para permitir que sejam prorrogados por mais 20 anos.

A proposta foi discutida ontem pela presidente e pelo ministro da área, Edison Lobão. Ministérios preparam projeto de lei para ser enviado ao Congresso. Para o Planalto, a melhor opção é evitar a realização de novos leilões para não gerar incertezas no mercado nem travar investimentos nos próximos anos.

Dilma está determinada a baixar as tarifas atuais, por isso a simpatia pela hipótese de renovação automática. A regra, se adotada, faria com que os donos das atuais concessões abrissem mão de parte da tarifa, uma vez que os investimentos feitos por essas empresas no início do contrato já foram pagos.

A ideia leva em consideração a estabilidade regulatória do setor. Caso as concessões fossem retomadas pela União para novo leilão, geraria incerteza sobre os atuais concessionários. Novas licitações implicariam risco de perder a concessão para um concorrente. Seriam atingidas com o eventual fim dos contratos Eletrobras e subsidiárias, Cesp e Cemig, entre outras. Na Cesp, que pertence ao governo paulista, os vencimentos atingirão 60% de seu parque gerador. Há dois anos, a privatização da empresa empacou por conta de incertezas sobre a renovação das concessões. (Folha de S. Paulo).

10 de março de 2011

Prorrogação da RGR enfrenta resistência no Congresso

Reportagem de O Estado de S. Paulo de hoje afirma que a proposta do governo de estender até 2035 a cobrança de um encargo que custa aos consumidores de energia elétrica quase R$ 2 bilhões por ano enfrentará resistência no Congresso. Levantamento feito pelo jornal mostra que parlamentares da oposição e da própria base aliada apresentaram um bloco de emendas para extinguir a chamada Reserva Global de Reversão (RGR).

O jornal frisa que a prorrogação dessa espécie de imposto, cobrado de todos os consumidores de eletricidade há mais de 50 anos, foi incluída numa medida provisória (MP) editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na virada do ano. A decisão provocou críticas de entidades do setor elétrico, principalmente da ABRACE que reúne os grandes consumidores, que aguardavam a extinção do encargo em 2010.

Ao todo, os parlamentares apresentaram 18 emendas sobre o tema. Nove solicitam a supressão do artigo da MP que dá sobrevida de 25 anos ao encargo. A outra metade recomenda a prorrogação por um prazo bem mais curto do que o desejado pelo Palácio do Planalto. As emendas pedindo o fim da RGR foram patrocinadas por deputados e senadores do PSDB, DEM, PP e PMDB.

9 de março de 2011

Brasil "suja" matriz energética

Participação das térmicas na matriz energética deve subir de 25% para 31,4%

A necessidade de aumentar a capacidade de geração de energia elétrica para sustentar um crescimento robusto da economia está empurrando o Brasil em direção a uma matriz energética mais suja. Com a implementação dos projetos em construção e os licenciados nos últimos anos, a participação das térmicas deve passar dos atuais 25% para 31,4%, aponta um estudo recente feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Embora aí estejam incluídas usinas de biomassa, consideradas menos poluentes, a alta da participação das termelétricas na matriz é puxada pelas fontes de combustíveis fósseis, como óleo diesel e carvão mineral. Dentre os empreendimentos à base térmica, os movidos a carvão mineral, um dos mais poluentes, praticamente triplicarão sua participação.

7 de março de 2011

Conta de luz deve subir 19% para as empresas e 8% para o consumidor até 2015

A conta de luz do brasileiro deverá ficar mais salgada nos próximos anos. Até 2015, a expectativa é que o aumento real (sem inflação) das tarifas fique entre 8% (residencial) e 19% (industrial), caso não haja nenhuma política setorial para reverter a situação. Além da inflação, as projeções não consideram possíveis aumentos decorrentes da operação das termoelétricas para preservar os reservatórios de água, como ocorreu no ano passado.

Os dados constam de estudo feito pela consultoria Andrade&Canellas a pedido das associações Abrace (grandes consumidores), Abal (alumínio), Abividro (vidro), IABr (aço) e Abrafe (ferro liga). Os cálculos estão baseados numa série de fatores e premissas. A principal delas refere-se ao custo da parcela de energia dentro da tarifa (que inclui ainda impostos, encargos e transmissão), afirma o consultor da Abrace, Fernando Umbria.

Leia a íntegra da matéria da repórter Renée Pereira para O Estado de S. Paulo aqui.

4 de março de 2011

''Desaceleração da economia é mais lenta do que estão achando''

"Um crescimento de 4% ao ano é o que eu acho que dá para pensar. Mas tem gente competente que afirma que, se acrescentarmos à conta as restrições no mercado de mão de obra, 4% é muito. É útil separar a questão de demanda e oferta. A demanda cresce 6%, 7% ao ano, o que parece sustentável - atende-se 4% com produção local e o resto do exterior. O que não é sustentável é a oferta crescer atrás disso. Pelos suspeitos de sempre: tributação em excesso, regulação de má qualidade, logística muito precária, energia elétrica cara para o sistema produtivo e, mais recentemente, as restrições de mão de obra. Ou seja, quando a demanda cresce mais de 6% ou 7%, as pressões inflacionárias aparecem.

Leia a íntegra da entrevista com José Roberto Mendonça de Barros ao O Estado de S. Paulo aqui.

2 de março de 2011

Energia menos cara, PIB mais robusto

O Brasil poderia agregar uma “Argentina” inteira a sua economia, consolidar o crescimento industrial e ampliar a atratividade de novos investimentos nesta década se melhorasse as condições de fornecimento da energia e diminuísse o custo do insumo.

As medidas para se alcançar esse objetivo referem-se principalmente ao tratamento a ser dado à energia de usinas cujas concessões vencem nos próximos anos e à redução de encargos setoriais; e permitiriam o acréscimo de R$ 695 bilhões ao Produto Interno Bruto(PIB) nacional até 2020. A cifra, equivalente à produção de bens e serviços do país vizinho, faria com que o PIB brasileiro superasse os R$ 6 trilhões no fim desta década.

Leia a íntegra deste artigo de Eduardo Carlos Spalding, conselheiro da Abrace publicado no Valor Econômico aqui.

1 de março de 2011

Editorial O Globo: Investimento depende de menos impostos

Caso impostos e encargos sejam racionalizados, haveria, em uma década, uma redução de 22% a 27% nas tarifas cobradas à indústria, e de 24% nas contas de luz residenciais. A contrapartida deste benefício aos contribuintes e consumidores seria, calcula o estudo, a criação de 4 milhões de novos empregos até 2019, e um aumento da renda per capita de R$25.900 para R$29.300.

Leia a íntegra do editorial

O Globo: Sem encargos, conta de luz seria até 24% menor

Estudo da FGV/Abrace mostra que tarifa enxuta aumentaria em R$540 bilhões o PIB do Brasil até 2020.
Se o governo federal aperfeiçoar itens que formam a tarifa de energia elétrica, incluindo a redução ou a extinção de encargos setoriais, serão acrescentados ao Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) os ganhos de produtividade e competitividade das empresas, de cerca de R$540 bilhões até 2020. Esse valor equivale ao tamanho dos PIBs dos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul somados. Do lado dos consumidores, o aperfeiçoamento das tarifas, hoje com grandes distorções, resultaria numa redução de 22% a 27% nas tarifas industriais e de até 24% nas residenciais em uma década.

Com os ganhos de produtividade, a indústria aumentaria sua produção e, consequentemente, exportação. Nesse cenário, estima-se a geração de mais 4 milhões de novos empregos até o fim desta década. A renda per capita passaria dos R$25.900 previstos para R$29.300.

Essas são as conclusões do estudo "Efeitos do preço da energia no desenvolvimento econômico - cenários até 2020", realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e consultorias do setor, a pedido da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). O GLOBO teve acesso ao estudo com exclusividade.