21 de fevereiro de 2011

Preço da energia tira o sono da indústria

Um insumo que está tirando o sono da indústria é a energia elétrica, especialmente das empresas eletrointensivas, como os fabricantes de alumínio. Hoje, cerca de 30% do custo de produção do setor é conta de energia elétrica.

Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) uma das integrantes do PEC (Projeto Energia Competitiva), no atual ritmo de alta da eletricidade no Brasil – o vice-líder mundial em tarifa de energia, atrás apenas da Dinamarca –, em três anos o País deixará de ser exportador do metal para ser importador.

“É o maior fator de erosão da nossa competitividade”, diz Eduardo Spalding, diretor da Abal. “Não deveria ser assim, pois nossa geração de energia, de origem hidrelétrica, é a mais barata do mundo, mas nos últimos dez anos o custo subiu 100% acima da inflação”, diz.

Segundo ele, estão previstos mais 35% de alta para os próximos anos. “É um absurdo, pois a cada R$ 1 de redução do custo de energia há um aumento de R$ 8,5 do PIB”, afirma o executivo. “A elevação dos custos industriais representa alta de preços no varejo, ou seja,
a conta é paga pela indústria e também é paga pelo consumidor final”, diz ele. Leia mais

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