25 de fevereiro de 2011

Gás natural como agente do desenvolvimento

As descobertas de grandes volumes de gás natural na Bacia de Santos e em outras regiões do País representam um enorme potencial para o desenvolvimento nacional. Isso porque esse combustível é uma das melhores opções energéticas em determinadas operações fabris, por possibilitar ganhos ambientais e de eficiência, além de ser matéria-prima da melhor qualidade para vários segmentos da indústria química. No entanto, o aproveitamento pleno do insumo requer a adequação de preços e de outras condições de oferta, de maneira condizente com o papel que ele pode ter para estimular o desenvolvimento da economia brasileira.

O Plano Decenal de Energia (PDE) do Governo Federal prevê que a oferta nacional do produto saia dos 49 milhões de m³/dia, em 2010, para 116 milhões de m³/dia, em 2019. Mas, apesar dessas e de outras projeções promissoras em termos de oferta, a indústria está em alerta em relação à estrutura de comercialização do insumo. Isso porque as regras hoje em vigor para a formação do seu preço oneram o processo industrial de forma brutal: o gás que alimenta o parque industrial brasileiro é o segundo mais caro em todo o continente americano, custando em torno do dobro do valor cobrado nos Estados Unidos. Na comparação com os vizinhos, tem preço menor apenas que o comercializado no Chile.


Leia a integra do artigo de Luiz Antonio Veiga Mesquita (foto), Conselheiro da Abrace e da Abiquim.

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