7 de fevereiro de 2011

É preciso reforçar o sistema, mas não pode transferir a conta para o consumidor

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (ABRACE), Paulo Pedrosa, existe a necessidade de se reforçar a manutenção do sistema de transmissão e das subestações, sem se descuidar do impacto nas contas. Hoje, os encargos e impostos representam mais de 40% do total da conta de luz. "A energia no Brasil já é uma das mais caras do mundo", lembra Pedrosa.

Para reverter essa situação do alto custo da energia que tira a competitividade da indústria, é que a Abrace juntamente com outras cinco entidades representantes da indústria criaram o PEC.

Segundo Paulo Pedrosa o objetivo do PEC é diagnosticar e sugerir medidas para evitar uma possível desestruturação da cadeia industrial brasileira. Diante dos custos elevados, várias indústrias estão postergando investimentos ou transferindo processos produtivos para fora do País. Ou seja, estamos perdendo competitividade e isso pode levar a uma desestruturação da indústria”, afirma.

O presidente-executivo da ABRACE explica também que, caso o governo resolva adotar o cenário de aperfeiçoamento proposto no PEC, o aquecimento e a movimentação da economia gerariam aos cofres públicos uma receita adicional de R$ 182 bilhões em impostos e contribuições. “Esse valor compensaria, com sobras, a perda de receitas resultante da redução de encargos sobre a energia”, afirma.

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