12 de janeiro de 2011

Energia competitiva nas redes sociais

Entidades promotoras do Projeto Energia Competitiva (PEC) lançam blog e perfil no Twitter para defender melhores condições de fornecimento de energia à indústria brasileira.

O Projeto Energia Competitiva (PEC), que reúne seis entidades representantes da indústria em defesa da oferta de energia elétrica em condições mais adequadas para a indústria brasileira, recorre às mídias sociais para multiplicar suas mensagens. As discussões do projeto podem ser acompanhadas pelo Twitter (http://twitter.com/PEC_2020) ou pelo blog (www.energiacompetitiva.com.br).

Nesta terceira edição, o PEC reúne diversos estudos que mostram os impactos da energia sobre as condições econômicas e sociais do Brasil. Se as melhorias defendidas no projeto forem implantadas até 2020 o país poderá registrar um crescimento médio da ordem de 5,91% ao ano, contra a estimativa do governo de expansão de 4,99%, como mostra o estudo Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico – Cenários até 2020, das consultorias FGV Projetos, Andrade & Canellas, além de contribuições do meio acadêmico. Para tanto, seria necessário reduzir e eliminar alguns encargos setoriais presentes na conta e aperfeiçoar as regras da comercialização de energia elétrica e do gás natural, entre outras medidas.

Com isso, a expectativa é reverter, pelo menos em parte, a situação da indústria brasileira no que se refere ao fornecimento de energia. Hoje, as fábricas instaladas no país dispõem da energia a um dos custos mais elevados do mundo. “Na década que terminou em 2010, o custo da energia para a indústria aumentou em cerca de 100%. Mantidas as atuais condições, deve aumentar mais 30% até 2015. Ninguém consegue ser competitivo num cenário como esse”, afirma Paulo Pedrosa, presidente executivo da ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres). “Nossas propostas permitem a reversão desse quadro para que as empresas possam continuar crescendo, contribuindo com a geração de empregos, renda e divisas”, completa.

A ABRACE é a coordenadora do PEC, que reúne também a ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química), ABIVIDRO (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro), ABRAFE (Associação Brasileira de Produtores de Ferroligas e de Silício Metálico) e IABr (Instituto Aço Brasil). Juntos, os associados dessas entidades são responsáveis pelo consumo de mais de um terço de toda a energia produzida no país.

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