28 de janeiro de 2011

A competitividade ameaçada

É fundamental que os governantes atentem para a competitividade da indústria brasileira, muito afetada pelo custo da energia e pela elevadíssima carga de impostos e encargos nela incidente. Só assim as empresas aqui instaladas poderão continuar crescendo, exportando e contribuindo com a geração de empregos, renda e divisas.

A energia é um fator fundamental nesse processo, principalmente nos casos das indústrias energointensivas, justamente a base das cadeias produtivas nacionais. Nessas empresas, seu valor chega a representar entre 30% e 40% dos custos finais de produção.

Para a indústria, a tarifa da energia elétrica na década passada aumentou 100% em termos reais. Previsões conservadoras indicam que elas devem subir mais 30% até 2015. A elevação poderá ser ainda maior por conta do grau de incerteza em torno das projeções de custos das novas usinas a serem licitadas daqui pra frente e sobre o que acontecerá com as concessões que vencem na próxima década, entre outras dúvidas.

Do valor da conta de luz que chega à indústria todo mês, 51,6% são impostos. Na comparação com outros países, o Brasil aparece na 14ª posição em carga tributária de energia elétrica para consumidores industriais, de acordo com os dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ou mudamos isso, ou nossa indústria e nossa economia vão chegar ao ponto de desestruturação.

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