13 de dezembro de 2010

Tarifas da Comgás: exemplo a ser seguido

As entidades promotoras do PEC vêem com satisfação a redução dos valores das tarifas de gás natural da Comgás. A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) determinou, na última sexta-feira, reduções da ordem de 7% a 12% nas tarifas dos consumidores industriais da distribuidora. Mas é preciso que os demais estados também repassem a redução de custos do gás para os consumidores.

“A redução contribui pelo menos um pouco para aliviar os custos da energia dos grandes consumidores”, afirma o presidente-executivo da ABRACE, Paulo Pedrosa, acrescentando que a expectativa é que os demais estados sigam o exemplo. Outra questão importante de se considerar, na avaliação do executivo, é que se trata de um aspecto conjuntural. “Essa redução ajuda, mas não é suficiente para garantir a reversão do quadro dramático que a indústria vive em relação ao insumo. Hoje, nossas fábricas pagam aproximadamente o dobro que suas concorrentes nos Estados Unidos”, acrescenta.

Segundo a agência reguladora, a variação nas tarifas se deve à redução de 16,39% no preço médio do gás adquirido pela Comgás. Conforme explica o assessor em Energia Térmica da ABRACE, Rodolfo Danilow, essa redução foi possibilitada graças a dois fatores decisivos: a variação cambial favorável, que influenciou na fórmula paramétrica de cálculo das tarifas; e a adesão das concessionárias aos leilões de gás promovidos pela Petrobras.

Como outras distribuidoras também se beneficiaram dos valores inferiores do gás natural vendido nos leilões, a ABRACE defende que elas também reduzam suas tarifas. “É preciso que as agências dos demais estados também garantam o repasse do benefício aos consumidores”, alerta Pedrosa.

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