10 de dezembro de 2010

ESS deve atingir R$ 265 milhões em novembro

Estimativa da ABRACE comprova tendência de crescimento do Encargo de Segurança Energética (ESS)

O Encargo de Serviços do Sistema (ESS) deve atingir R$ 265 milhões no mês de novembro, de acordo com estimativas da ABRACE (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres). Caso seja confirmado, o valor será o mais alto do ano.

“A evolução do valor reflete o crescimento dos custos adicionais dos consumidores com a segurança do sistema elétrico. Os consumidores pagam cada vez mais pela segurança, primeiro em seus contratos de energia, em seguida por meio da contratação de energia de reserva e também devido ao despacho de térmicas", afirma o presidente-executivo da ABRACE, Paulo Pedrosa.

O aumento do encargo se deve principalmente à manutenção dos patamares de geração térmica, combinada com a redução do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) nos últimos meses. “Com o PLD mais barato, aumentou a parcela das térmicas que tem de ser despachada fora da ordem de mérito, cujo custo vai para o ESS”, explica Pedrosa.

Na avaliação da ABRACE, para reduzir o problema, seria necessário flexibilizar a Curva de Aversão ao Risco (CAR) adotada hoje, para patamares menos conservadores. “A utilização das piores séries históricas de afluências para a elaboração das curvas é uma premissa extremamente conservadora e que impacta no custo de operação do sistema”, avalia Pedrosa. Posicionamento nesse sentido foi defendido pela ABRACE em audiência pública recentemente realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o assunto.

As estimativas da ABRACE para o ESS em 2010 indicam que o encargo ultrapassará R$ 1,7 bilhão. "A indústria vê com grande preocupação o crescimento dos encargos incidentes sobre a energia", alerta o presidente-executivo da ABRACE, Paulo Pedrosa. Para ele, a redução dos encargos seria uma das principais formas de reduzir o custo da energia no país. "Atualmente, o custo da energia usada pela indústria brasileira está entre os mais altos do mundo, o que compromete nossa competitividade no mercado internacional e também favorece a importação de bens produzidos com energia mais barata disponível aos competidores internacionais", completa.

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